'Bairro inabitável': demolição de casas do macromural no Esplanada, em Juiz de Fora, está prevista, diz prefeita
30/04/2026
(Foto: Reprodução) Prefeita fala sobre as obras no Morro do Cristo e demolição do macromural em Juiz de Fora
As casas localizadas no primeiro macromural artístico de Juiz de Fora, no bairro Esplanada, serão demolidas. A informação foi divulgada pela prefeita Margarida Salomão (PT) em entrevista à TV Integração nesta quinta-feira (30). Em março, o g1 mostrou que o Executivo estudava essa opção. Após as chuvas de fevereiro, que deixaram 66 mortos, o local foi um dos mais afetados.
“Está prevista para acontecer. Essas pessoas [moradores] estão no programa ‘Casa Assistida’. Nós estamos acompanhando. Tivemos uma reunião com elas na semana passada", disse.
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Ainda não há uma data para a demolição do local, que tem mais de 90 imóveis. “De toda forma, a situação é muito precária e, infelizmente, é um bairro inabitável”, concluiu.
Macromural do bairro Esplanada, em Juiz de Fora
Juliana Netto/g1
Margarida também afirmou que os moradores do bairro Três Moinhos serão incluídos no programa de Compra Assistida. “O bairro pode deixar de existir, já que é uma área que está comprometida e apresenta risco máximo”.
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Ainda durante o MG1, a prefeita fez um balanço da situação atual da cidade e falou sobre o fechamento da estrada Engenheiro Gentil Forn e da rua José Lourenço, principais vias de acesso à Cidade Alta, além dos deslizamentos de terra que atingiram o Morro do Cristo. Veja abaixo.
Morro do Cristo
Sobre os imóveis interditados abaixo do Morro do Cristo, Margarida afirmou que um projeto de contenção está em andamento, mas ainda não há data para o início dos trabalhos, que devem custar cerca de R$ 130 milhões.
“Está impedido de morar naquela região. Foi contratado, na semana passada, o projeto. Então, a expectativa é de que ele seja concluído com a maior agilidade, em cerca de três semanas, para que então seja possível levar ao governo federal, porque esses recursos são federais. Ou poderiam ser estaduais, se houvesse algum programa nesse sentido, mas não há”, completou.
Um relatório apontou 'risco muito alto' no local e a Defesa Civil manteve as interdições.
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As principais vias de acesso à Cidade Alta ainda vão permanecer interditadas por tempo indeterminado.
Sobre a estrada Engenheiro Gentil Forn, Margarida disse que o projeto foi contratado e os recursos obtidos.
Já a rua José Lourenço, no bairro Borboleta, a Prefeitura realiza novas inspeções para avaliar a extensão dos danos.
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Museu Mariano Procópio
Sobre o Museu Mariano Procópio, interditado desde as chuvas, a prefeita informou que o especialista em contenção Agostinho Ogura realizou uma vistoria no local.
O projeto de intervenção deve ser entregue na próxima segunda-feira (4). A partir disso, será elaborado um plano de contingência para viabilizar a reabertura do local.
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Luiza Sudré/g1
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